Uma adolescente de 17 anos ameaçou realizar um massacre no colégio estadual onde estuda, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiás, nesta quinta-feira (17/2), um dia depois de postar, em um grupo da escola, no WhatsApp, uma foto com um fuzil dentro da mochila.
A aluna cursa o segundo ano do ensino médio no Colégio Estadual Dom Pedro I, no centro da cidade.
Apavorada pela ameaça, a diretora da escola ligou para a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), na manhã de quinta-feira (17/2), dizendo que estava com medo de que a adolescente provocasse o massacre ao chegar à escola no turno vespertino, em que estuda.
Titular da Depai de Aparecida de Goiânia, o delegado Rodrigo do Carmo Godinho disse, ao Metrópoles, que a equipe de policiais foi até a casa da aluna assim que recebeu a informação da escola, mas não a encontrou. Em seguida, tentou contato pelo telefone, sem sucesso.
“Conversamos com familiares e descobrimos que ela estava na casa de um namorado. Ao chegar lá, ela estava vestida para ir à aula, mas não encontramos nenhum vestígio de arma de fogo [na mochila]”, afirmou o delegado.
Em seguida, de acordo com Godinho, o namorado dela, de 27 anos, autorizou a equipe de polícia a fazer buscas pela casa, onde também não foi encontrado o fuzil.
“Conversando com a adolescente, ela disse que era até coisa comum que acontecia, o que não procede. Depois, ela disse que fez aquilo por brincadeira, e perguntamos se tem rival na escola, mas ela garantiu que não. Foi uma maneira de provocar alvoroço”, disse.
Segundo a investigação, a aluna tem uma relação conflituosa com os pais, além de histórico de brigas na escola. “No caso dela, os pais trabalham, são pessoas simples, e já até chamaram o Conselho Tutelar para acompanhá-la”, ressaltou o delegado.
Depois de ser ouvida na Depai, a adolescente foi liberada e entregue à família. Ela deve responder por ato infracional de apologia ao crime. “A partir do momento que fez isso, provocou tumulto na escola de grandes dimensões e incitou a prática de crimes”, explicou Godinho. Pediu, ainda, que os pais fiquem atentos aos filhos, bem como coordenadores e diretores, a fim de observar o comportamento dos alunos.
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