Investidor de criptomoeda é preso por morte de traficante internacional; crime ocorreu em dezembro

Policiais da 38ª Delegacia de Polícia (DP/Brás de Pina), do Rio de Janeiro, prenderam, na manhã desta quarta-feira (16/2), um homem acusado de ser um dos mandantes da morte do traficante internacional Anselmo Becheli Fausta, o Magrelo, no dia 27 de dezembro de 2021, em São Paulo.
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Pablo Henrique Borges, de 28 anos, estava hospedado em uma casa de luxo em uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, e já havia sido preso, em 2018, por integrar uma organização criminosa que aplicou golpes financeiros de aproximadamente R$ 400 milhões.
De acordo com o delegado Maurício Mendonça, da 38ª DP, o criminoso vinha sendo monitorado pelo setor de inteligência da distrital. O homem estava em um imóvel com piscina, à beira mar, com diárias de R$ 15 mil. Nesta terça-feira (15/2), a casa em que morava, no Morumbi, em São Paulo, já havia sido alvo de busca e apreensão. Lá, foram confiscados um Porsche Taycan, além de documentos, como passaportes, seu e de sua esposa, a influenciadora Marcella Portugal Borges.
Segundo a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, Pablo e um amigo, o corretor de imóveis Vinícius Lopes Gritzbach, de 36 anos, seriam os mandantes da morte de Anselmo, que tinha um patrimônio avaliado em R$ 500 milhões. O agente penitenciário David Moreira da Silva teria contratado Noé Alves Shaun para executar o traficante. Conforme o inquérito, ele foi morto 20 dias depois.
Em 2017, Pablo e Marcella tiveram uma pré-festa de casamento no civil em que usaram coroas de diamantes e pedras preciosas, e ela chegou de carruagem ao Hotel Fasano. No local, estavam 800 convidados, e foram contratadas duas duplas sertanejas, entre elas, Maiara & Maraisa. No entanto, o rapaz acabou sendo preso sob a acusação de ser um braço de uma organização criminosa que oferecia, via WhatsApp e Facebook, pagamento de qualquer tipo de boleto com “50% de desconto”.

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