A viúva, a ex-mulher e a ex-sogra de Lázaro Barbosa, de 32 anos, morto em confronto com a polícia em junho de 2021, negaram acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), no processo em que são acusadas de o terem ajudado em sua fuga. Segundo as investigações, as três teriam omitido a informação de que tiveram contato com o criminoso durante o processo de buscas.
Após chacina cometida no Distrito Federal, Lázaro se escondeu na mata por 20 dias, até que foi encontrado e morto por policiais. Em julho de 2021, a Polícia Civil indiciou a viúva de Lázaro, Ellen Vieira da Silva, sua ex-mulher, Luana Cristina Evangelista Barreto, e sua ex-sogra, Isabel Evangelista de Sousa, por favorecimento pessoal.
Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o MPGO propôs que as mulheres fossem condenadas a pena restritiva dos direitos. Neste caso, cada uma teria que prestar serviços à comunidade pelo período de três meses, por oito horas semanais, ou pagar multa de R$ 550,00. Durante a audiência, na última terça-feira (25/1), as mulheres rejeitaram o acordo.
Como a proposta não obteve sucesso, o juiz da Comarca de Águas Lindas de Goiás, Luís Flávio Cunha Navarro, deu vista ao Ministério Público para depois analisar o caso.
Caso sejam condenadas, as mulheres podem receber pena de prisão de um a seis meses, além de multa. O Código Penal considera crime quando se ajuda um criminoso para que ele não seja alcançado pela polícia ou por outra autoridade pública.
Isabel e Luana foram levadas para depor na Delegacia de Águas Lindas, horas depois de Lázaro ter sido morto pela polícia. A ex-mulher passou mal e o depoimento foi adiado.
Lázaro falou com as duas pelo celular, enquanto fugia dos policiais, e teria se escondido com a ajuda delas. A ex-sogra contou que viu Lázaro cerca de 15 horas antes de ele ser capturado e morto.
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