Segundo o Consórcio Nordeste, 215 mil famílias baianas, que somam quase 1 milhão de pessoas, têm o perfil exigido pelos programas sociais do Governo Federal, mas não estão sendo assistidas por eles. O secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia, Carlos Martins, afirma que com o fim do Auxílio Emergencial e essa falha no Bolsa Família tendem a aumentar a crise social não somente na Bahia, como em todo o Brasil.
Conforme declarações do secretário Carlos Martins, a crise fiscal impede que estados e municípios realizem programas que neutralizem esse problema, já que somente o Governo Federal tem capacidade de investimento e cobertura. Ele critica a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do Ministro da Economia Paulo Guedes diante do desamparo dessas famílias.
“Enquanto Bolsonaro e Paulo Guedes se debatem em piruetas e promessas irreais, o povo sofre com o preço astronômico dos alimentos, o aumento da energia e da gasolina. O mais grave são as mais de 844 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza que estão na fila do Bolsa Família em todo o Nordeste”. Além disso, Carlos Martins também declarou que “a fome não espera”.
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