A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA chegou a emitir um alerta de tsunami na costa do Haiti, que logo foi cancelado.
“Acordei e não tive tempo de colocar os sapatos. Nós vivemos o terremoto de 2010 e tudo o que pude fazer foi correr, minha cama estava tremendo. Todos gritavam para que saíssemos às ruas”, disse Naomi Verneus, 34, à agência de notícias Reuters.
O terremoto chega em um momento de instabilidade política e de crise econômica do país. No último dia 7 de julho, o então presidente Jovenel Moïse foi assassinado a tiros em sua casa por um grupo de mercenários. A primeira-dama Martine também ficou ferida. Em uma rede social, o primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, que tomou posse há menos de um mês, prestou solidariedade. “Apresento minhas condolências aos parentes das vítimas do violento terremoto que ocasionou muitas perdas em vidas humanas e materiais em vários departamentos do país”, escreveu.
Há 11 anos, um terremoto de 7 graus causou uma terrível destruição no país. Foram mais de 200 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados.
Os tremores deste sábado foram sentidos também na ilha de Cuba e na Jamaica, embora não haja, até o momento, relatos de mortes, feridos ou danos materiais. O centro de sismologia cubano disse ter registrado um terremoto de magnitude 7,4.
“Todo mundo está realmente com medo. Já se passaram anos desde um terremoto tão grande”, disse Daniel Ross, morador da província cubana de Guatánamo, à Reuters.