“EU SOU RUIM, LADRÃO E IDIOTA”: Polícia encontra caderno de menino morto pela mãe

A Polícia Civil encontrou nesta terça-feira (3/8) um caderno do menino Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, morto pela mãe, Yasmin Rodrigues, na cidade de Imbé (RS). No caderno, estavam frases ofensivas que a polícia acredita que a mãe fez o filho copiar.
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No caderno, que foi encontrado em um dos apartamentos onde Miguel morou com a mãe, no Balneário de Santa Terezinha, há frases como “eu sou um idiota”, “não mereço a mamãe que eu tenho”, “eu sou ladrão”, “eu sou ruim” e “eu sou um filho horrível”.

A polícia também verificou outro apartamento, no centro de Imbé. Além do caderno, foi encontrada uma corrente, que era usada para prender o menino. Em conversas entre a mãe e madrasta de Miguel, Bruna Nathieli Porto da Rosa, que também está presa, as mulheres falam sobre comprar a corrente.
Ela e Yasmin foram transferidas do Presídio de Torres para a Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O crime
Na última quinta-feira (29), o corpo do menino Miguel foi jogado no Rio Tramandaí, em Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, após ingerir medicamentos. A mãe, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, de 26 anos, confessou o crime. Ela e a companheira, Bruna Nathieli Porto da Rosa, estão presas.
De acordo com Yasmin, na madrugada da última quarta-feira (28/7), deu remédios ao filho Miguel e o colocou dentro de uma mala. Em depoimento à polícia, ela informou não ter certeza se a criança estava viva ou morta.

Na noite seguinte, ela foi até a delegacia registrar o desaparecimento do filho.
A Polícia informou que o garoto sofria intensa tortura física e psicológica. Ele era amarrado dentro de um guarda-roupa.
“Ela tem um perfil de psicopata. Durante toda a minha carreira, eu não havia me deparado com alguém tão frio”, afirma Ractz.
Agora, o Corpo de Bombeiros realiza buscas pelo corpo do garoto. Eles acreditam que o garoto tenha sido levado ao mar. As operações, que já estão no sétimo dia, nesta quarta-feira (4/8), são feitas entre a praia de Tramandaí e a cidade de Torres, no Litoral Norte do RS.
Também são usados drones e cães farejadores devem ser trazidos.
“Hoje [quarta] as nossas buscas se manterão na orla, deslocamento pela areia e visualização do mar com o drone. Água do mar com boa visualização, nível do rio e lagoa muito baixos”, diz o tenente Elísio Lucrécio.
Lucrécio também informou que estão sendo feitas buscas em locais próximos à casa onde a família morava.
“A gente não descarta a possibilidade dela ter largado essa criança em outro lugar. E também não descartamos a ideia de que, aquela criança talvez não coubesse dentro da mala. Então tem outras linhas de atuação sendo vistas. Mas são locais de difícil acesso, com mato fechado, lodo”, diz.

 

 

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