JUSTIÇA: Policial que matou Daunte Wright é acusada de homicídio culposo

Ao confirmar a identidade de Wright, os policiais encontraram um mandado de prisão em aberto e recebeu voz de prisão.
Ele tentou se desvencilhar dos policiais enquanto era algemado e conseguiu voltar ao carro. Foi então que ela disparou contra Wright.
Foi o chefe de polícia – que também se demitiu – que afirmou que ela queria usar o taser, e não a arma, quando disparou contra Wright.
A polícia classificou a morte de Wright como “acidental” e divulgou o vídeo da abordagem, em que a policial grita “taser” três vezes, mas saca a sua arma de fogo e atira (veja no vídeo).
“Acidente é derramar um copo de leite, não é acidente sacar uma arma. Não é acidente apontar uma arma para alguém, nem é um acidente ignorar o fato de que o que você tem na mão não pesa o mesmo que um taser”.
Para o ativista Toshira Garraway, a morte de Wright é mais exemplo da brutalidade policial e discriminação contra a população negra nos EUA.
“Queremos que o mundo saiba que esses não são incidentes isolados”, afirmou Garraway durante o protesto. “George Floyd e Daunte Wright são o rosto de centenas de assassinatos aqui no estado de Minnesota”.
Julgamento pela morte de Floyd
A morte de Wright aumentou ainda mais a tensão no subúrbio de Mineápolis no momento em que acontece o julgamento de Derek Chauvin, ex-policial acusado de matar George Floyd.
Em uma abordagem policial, Chauvin ajoelhou-se sobre o pescoço de Floyd, que já estava algemado, asfixiando-o até a morte. Ele havia sido detido por suspeita de usar uma nota de 20 dólares falsa em um mercado.
A morte de Floyd despertou uma onda de protestos em todo o mundo por igualdade racial e contra a violência policial, impulsionando o movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) e a discussão sobre racismo.
George Floyd repetiu “eu não consigo respirar” por 27 vezes enquanto Chauvin o sufocava, durante 9 minutos e 29 segundos. O ex-policial de Mineápolis se declarou inocente e pode pegar até 40 anos de prisão se for condenado pela acusação mais grave.
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