Motociclistas que trabalham com serviço de entregas por aplicativo se reuníram na manhã desta segunda-feira (29/3) para fazer um protesto na Avenida ACM, em Salvador. O local escolhido foi o mesmo da morte do motoboy Carlos Abade, de 38 anos, no sábado (27/3).
Ele estava trabalhando quando foi atingido por um carro que vinha na contramão. O acidente aconteceu por volta das 20h, em um viaduto, próximo ao Hiperposto.
Os entregadores se encontraram perto da Estação Rodoviária e seguiram para a região da Barra, buzinando. Em seguida, o grupo seguiu em direção à Avenida Waldemar Falcão, em Brotas, e retornou à ACM.
De acordo com informações da polícia, o homem tinha sinais de embriaguez e estava com a carteira de habilitação vencida desde novembro de 2019. Ele vai responder por dirigir sob efeitos de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência, e pelo crime de praticar homicídio culposo na direção de veículo, sob a influência de álcool ou outra substância que determine dependência, crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele passou por exames de lesões e está à disposição do Poder Judiciário.Durante o protesto, os motociclistas pediram por justiça e exigiram que o homem que atingiu Carlos Abade fosse preso. O motorista do carro chegou a ser agredido, mas policiais chegaram ao local do atropelamento e levaram o condutor para a Central de Flagrantes.
Esse não é o primeiro protesto de motocilistas para chamar atenção para o caso. No domingo (28/3), um grupo fez uma carreata das 14h50 até as 16h20. Os motociclistas passaram por avenidas como a ACM e a Via Expressa, causando lentidão nesses locais.
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