A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, do Tribunal de Justiça do Rio, foi morta a facadas no início da noite desta quinta-feira, véspera de Natal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo informações da Polícia Militar, o caso ocorreu por volta das 18h, na Avenida Rachel de Queiroz, 380, em frente ao Colégio Januzzi. O autor do crime é o ex-marido dela, o engenheiro Paulo José Arronenzi, que cometeu o crime na frente das três filhas do casal menores de idade. Ele foi preso e levado para a Delegacia de Homicídios (DH).
De acordo com a Guarda Municipal, agentes estavam na base do subgrupamento, que fica ao lado do Bosque de Barra, quando foram acionados para ajudar a vítima. No local, encontraram a mulher caída e desacordada. O criminoso recebeu voz de prisão no local e foi encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde foi atendido e posteriormente conduzido para a delegacia.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento do assassinato. Nas imagens, aos gritos, as crianças pedem que o pai pare de golpear a mãe.
Segundo a rádio Tupi, a vítima era moradora de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e estava levando as filhas do casal – duas meninas de 9 anos, que são gêmeas, e uma de 12 – para ficarem na casa dos pais das crianças quando foi esfaqueada pelo ex-marido. As crianças presenciaram o crime.
Há alguns meses, Viviane havia solicitado escolta do Tribunal de Justiça do Rio. Ela passou a ser acompanhada por seis seguranças armados, em dois carros, durante 24 horas por dia. A própria juíza, no entanto, se dirigiu a Comissão de Segurança do TJ, e assinou uma declaração dispensando os guardas. Uma das filhas fez o pedido, alegando que o pai não “era bandido”.

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