CAIXAS “MISTERIOSAS”: Artefatos ressurgem em praias do litoral nordestino e geram teorias

Foi registrado o aparecimento de mais uma caixa “misteriosa” no litoral de Pernambuco. Dessa vez, na praia do Sossego, em Itamaracá, Litoral Norte do Estado. Em nota divulgada nesta quarta-feira (1°/7), a prefeitura informou que “as caixas que vêm aparecendo nas praias da Ilha são as mesmas de material Látex iguais as que apareceram em 2018, onde na ocasião a Polícia Federal emitiu um laudo informando que essas caixas não contém nenhum risco à população e podem ser utilizadas para reciclagem”.
Você viu? COMPETÊNCIA: Clínica Atual Odonto oferece atendimento de qualidade em Conceição do Jacuípe e região
Em setembro de 2019, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) concluíram que os pacotes pertenciam ao navio alemão SS Rio Grande, que naufragou a cerca de mil quilômetros do litoral nordestino, em 1944. Segundo a análise dos pesquisadores, as caixas foram produzidas com látex e não ofereciam risco à saúde.

Nas redes sociais, o assunto mexeu com a imaginação dos internautas que brincaram com a situação ao comparar o surgimento do item com o fim do mundo.
Mas, ainda que se saiba que estas caixas estejam afundadas junto a este navio, a origem do látex segue desconhecida. De acordo com o laudo técnico da Polícia Federal (PF) a ausência de marcas ou inscrições na parte externa dos fardos impossibilita a identificação do local onde foram produzidos.
De acordo com o que foi explicado por alguns pesquisadores embora o látex seja um material atóxico (que não apresenta riscos à saúde), os materiais utilizados para a cura e formação destes fardos podem trazer riscos. Como informado pela PF, no processo de cura dos fardos foram utilizados enxofre, zinco, óleos e outros compostos, prejudiciais se liberados no meio ambiente, podendo representar riscos reais aos animais marinhos, como tartarugas e tubarões, que podem morrer ao se alimentar de fragmentos desse material.
A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) esclareceu que a responsabilidade pelo acompanhamento do ressurgimento das caixas é feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Capitania dos Portos. O Ibama informou por meio de uma nota que a investigação em relação a esses fardos está sendo conduzida pela Marinha do Brasil.
