Em diversos momentos do desfile muitos foliões vaiavam e entoavam o verso mais repetido neste Carnaval olindense: “Ai, ai, ai, Bolsonaro é o carai”.
A tensão dividiu espaço com a alegria do desfile. Em alguns momentos do percurso pelas ladeiras da cidade o boneco foi atingido por latas de cerveja e pedras de gelo.
Uma mulher que supostamente teria tentado derrubar a alegoria foi agredida por um policial militar e houve princípio de correria, mas logo a situação foi normalizada.
Dois dos cinco seguranças contratados pela Embaixada dos Bonecos Gigantes, responsável pelo desfile, permaneceram ao lado do boneco da concentração, pouco antes das 10h, até a dispersão, que ocorreu no início da tarde.
Um dos homens ameaçou diversas vezes alguns foliões com spray de pimenta. Pelo menos duas vezes foi preciso parar para limpar a escultura.
O auxiliar de serviços gerais Natan José de Oliveira, 23, disse à Folha ainda na concentração do bloco que pela primeira vez em 11 anos estava com medo de desfilar como bonequeiro. Eleitor declarado de Bolsonaro, durante o cortejo ele respondia às críticas dançando e rodando o boneco de 20 quilos.
Próximo à sede da Prefeitura de Olinda, um dos pontos mais disputados no Carnaval da cidade, uma foliona exibiu uma camisa com a imagem de Bolsonaro. Ela posou para fotos fazendo gestos de armas com a mão diante do boneco e foi hostilizada por outros foliões.
A expectativa é de que o Bolsonaro gigante volte à folia pernambucana nesta terça-feira (5/3), no Recife Antigo.
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Depois falam de os bolsonaros são violentos ditadores, esses comunistas não se cansam de passar vergonha, aceita que até o boneco tá curtindo o carnaval , e lula não
Já que você gosta tanto de Bozo leva para sua residência Babaca
Depois falam de os bolsonaros são violentos ditadores, esses comunistas não se cansam de passar vergonha, aceita que até o boneco tá curtindo o carnaval , e lula não