Jornalistas denunciam restrições e ameaças na cobertura da posse de Jair Bolsonaro

O clima esquentou no Palácio Itamary. Através do Twitter, um grupo jornalistas, que está em Brasília para a cobertura da posse do presidente Jair Messias Bolsonaro, nesta terça-feira (1°/1), relatou, a poucas horas do início da cerimônia, que ficaram em condições insalubres de trabalho, além de sofrerem restrições de circulação e ameaças.

De acordo com os profissionais, eles tiveram acesso restrito tanto a água quanto a banheiro e tiveram seus alimentos jogados no lixo durante revista realizada no Palácio do Planalto. Para eles, esse tipo de ação seria uma forma de coagir todos que fazem parte de veículos que trabalham de forma imparcial e independente.

Em sua conta no Twitter, Vicente Nunes, do Correio Braziliense, informou que alguns jornalistas de sites e jornais da China e da França deixaram a cobertura após sofrerem com as condições de trabalho oferecidas pela equipe de Bolsonaro. Além disso, informou que todos que estavam na área reservada foram ameaçados.

“Quando chegaram aos ‘chiqueiros’ nos quais foram confinados, jornalistas foram avisados: não pulem as cordas, se pularem, levam tiro. A que ponto chegamos. E tem gente que defende esse tipo de tratamento autoritário”, publicou.

 

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