Já tem voto para deputado federal sobrando no mercado eleitoral de Alagoas, o que parecia improvável há cerca de um mês. A questão era, então, que as eleições para a Câmara, lá em Brasília, se transformaram, na prática, em corrida majoritária: com um candidato disputando, palmo a palmo, cada território – ou reduto – com um concorrente da mesma coligação.
O que aconteceu? O voto passou a custar algo em torno de R$ 100 reais a unidade, num comércio a céu aberto, comandado pelos chamados caciques políticos alagoanos.
Compromissos foram assumidos, pacotes foram fechados, mas agora veio a surpresa: o calote está sendo regra. Daí a tal sobra de votos a federal no mercado.
Mas há casos e casos.
Existem aqueles que já mantêm esquemas permanentes (com dinheiro público) de apoio, com lideranças interioranas – e na capital também – e que estão se safando das cobranças que chegam sem intermediários.
Os esquemas temporários, por sua vez – exclusivos para a atual eleição -, funcionam de forma semelhante para todos. O acerto é: repasse de 30% do valor total, de saída; mais 40% na segunda etapa; ficando o restante para depois da votação, em 7 de outubro.
Eis o busílis: já tem candidato, ainda que bem aquinhoado, que não conseguiu honrar ao menos o primeiro pagamento, que serviria para financiar – digamos assim – os custos da campanha, na linguagem usual do meio.
É verdade que um desses candidatos mais encorpados já ganhou selo de bom pagador e pode herdar, a um custo menor, redutos que já estavam garantidos para concorrentes dele.
É do jogo que a gente sabe como é jogado – ainda e infelizmente.
Há o caso, porém, de um candidato que achou que tinha recebido uma escada para o céu de Brasília. Ledo e tolo engano: já está devendo mais do que vale todo o patrimônio da família.
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