CUIDADO! Cinco sinais de que seu amor na verdade é uma obsessão

Na novela “A Força do Querer“, a personagem da atriz Juliana Paes, Bibi, larga seus sonhos e até seus valores por amor, para viver em função do marido. Ela é um retrato nítido das mulheres que amam demais. “O folhetim revela uma situação que é mais comum do que se imagina na vida real. Há muitos casos em que a obsessão é capaz de fazer com que a pessoa fique tão cega pelo relacionamento e pelo outro que negue até valores morais, e quando alguém tenta alertá-la, pensa que estão com inveja”, diz Paulo Tessarioli, psicólogo e terapeuta sexual.

“Uma das grandes justificativas do amor obsessivo é a supervalorização que a nossa sociedade dá ao sentimento afetivo. É como se a solteira tivesse um status inferior àquela que é casada. Há uma pressão social que às vezes te faz pensar que é melhor suportar as dificuldades no relacionamento antes de descartá-lo, e é aí que começa essa obsessão pelo afeto”, complementa Tessarioli, que lista a seguir os indícios desse amor perigoso.

Ficar confusa em relação aos próprios sentimentos é sinal de que algo não está bem nessa relação. Observe-se!

Confusão para identificar os próprios sentimentos

Em um momento, você minimiza sentimentos como estar se sentindo rejeitada, magoada, deixada de lado, com raiva e, em seguida, ‘magicamente’, encontra justificativas para mudar isso, como ‘ah, ele é assim mesmo’, ‘é que ele não sabe demonstrar’. Isso é o que configura a obsessão. Há uma negação que resulta nessa confusão do que se está sentindo”, diz o psicólogo.

Dificuldade para tomar decisões

Segundo o especialista, isso se dá porque as decisões geralmente seguem uma agenda ou as preferências dele. “Essa ideia de colocar o outro em primeiro lugar, não no sentindo nobre, altruísta, mas sim de autodepreciação e supervalorização dele, qualifica o amor como algo obsessivo, pois ele vira a razão do seu viver”.

Olhar para o sexo como um resgate para o afeto

Aqui, a pessoa supervaloriza o sexo, muitas vezes não porque gosta, mas por querer agradar e ver ali uma chance de buscar o amor do parceiro. “O sexo é um momento e não se vive dele o tempo todo, mas a mulher obsessiva, que não tem uma qualidade afetiva na relação em si, mas tem essa química sexual intensa, o vê como uma espécie de acesso ao amor do parceiro. O sexo supre e substitui o que ela não recebe na maior parte do tempo. Ela se confunde achando que isso é uma manifestação dos sentimentos do par”, esclarece o especialista.

Achar que só você é capaz de cuidar do parceiro e que ele não vive sem você é um indício de obsessão.

Achar que o parceiro não é capaz de cuidar dele mesmo

Isso é uma crença muito comum. Você se acha muito necessária na vida do parceiro. “É claro que as pessoas são importantes na vida uma da outra quando existe um amor legítimo, mas, ao acreditar que o seu par é incapaz de viver sozinho, de agir sem você, temos um gatilho para ativar esse sentimento nocivo“, alerta o expert.

Isolar-se socialmente

Vive-se tão em função do outro que a própria pessoa se coloca em um estado de isolamento. Ela é capaz de largar um emprego se ele reclamar, amizades se ele não gostar, se dói por ele e vai arrumando confusão para defendê-lo. Enfim, nada importa porque a vida gira em torno dele. Evidentemente, isso causa uma série de prejuízos.

Por fim, em casos como esse, para que haja um resgate da própria vida e do amor-próprio, “caso você não consiga por si mesma, naturalmente contando com o apoio de amigos e familiares, é fundamental procurar ajuda profissional, para se libertar dessa prisão emocional“, recomenda Tessarioli.

 

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