O ofício de lavar roupa à beira da fonte é resguardado por dezenas de mulheres em Conceição do Jacuípe (Berimbau). Elas acordam cedo, pega o sabão e parte com as trouxas de roupa na cabeça para a conhecida Rua da Fonte.
Sem saber elas mantêm a tradição de mesmo com a facilidade de ter uma máquina de lavar. O colorido das roupas na pedra quarando ao sol quente é um cenário de encher os olhos.
A maioria das lavadeiras da Rua da Fonte, como a dona de casa Maria Francisca Almeida Santos de 53 anos, que sai da Pindoba de Baixo para lavar as suas roupas e lamenta o abandono da fonte. “Aqui antigamente era bastante movimentado, entretanto com o descaso o movimento diminuiu, deveriam valorizar mais as nossas tradições’’, desabafou.
Já Maria das Dores da Silva de 54 anos, lembra as avós lavadeiras cantando modas enquanto lavavam as roupas e cuidavam dos filhos mais novos. As antigas avós lavadeiras passavam pelas ruas de Berimbau carregando o filho menor no colo, vestidas com saias de retalhos coloridos equilibrando pesadas trouxas de roupas na cabeça.
“As lavadeiras da atualidade têm pouco haver com as antigas, pois já cheguei a presenciar até brigas para lavar roubas aqui. Sou eu que faço a limpeza da fonte, antigamente essa fonte gerava muita água agora está muito fraca, temo que acabe”.
Há 22 anos, Maria Julia dos Santos de 39 anos que está desempregada utiliza a água da fonte para beber, cozinhar e lavar.
A fonte fica localizada na Rua Maria Quitéria no final de uma ladeira onde jorra água da nascente do Rio Jacuípe o qual deu origem ao nome da cidade.
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É uma vergonha essa fonte, um ponto turístico acabado e abandonado.