Policial desabafa após discussão com Kannário: “Fiquei barbarizada com discurso dele”

A policial que discutiu com o cantor e vereador Igor Kannário neste último final de semana resolveu desabafar sobre esta situação nas redes sociais. A soldado da Polícia Militar resolveu relatar a situação dentro da sua perspectiva e chegou a dizer que se sentiu barbarizada com o discurso de Kannário.
“Fiquei barbarizada com discurso dele, pois o que ele disse que falei (que vai ter que provar ) não faz parte do meu vocabulário, me senti humilhada como policial, como Cristã e como Mulher , que venci preconceitos para chegar até onde me encontro.”, disse Taís Gomes em um trecho de sua postagem no Facebook.
A SSP divulgou uma nota defendendo a policial. Confira na íntegra a postagem de Taís Gomes nas redes sociais.
“Me chamo Tainá Gomes, tenho 28 anos, estudante de direito e policial militar do Estado da Bahia, mulher e guerreira que jurou garantir a segurança de todos, sem distinção de cor, credo, raça ou procedência social, destaco que mesmo com o custo da própria vida em uma sociedade cada dia mais violenta onde a imprensa noticia quase diuturnamente a morte de policiais militares. Uma escolha que não me trás nenhuma desonra , a pátria amada verá que uma filha sua não foge a luta.
No domingo dia 21/05/2017 percorri cerca de 120 quilômetros para trabalhar na cidade de Feira de Santana, especificamente na Micareta de Feira , tudo ocorria conforme esperado, sendo utilizado todas a técnicas por mim apreendidas para permitir que a festa ocorresse em paz, dirimindo com a utilização da força necessária as desordens provenientes daqueles descompromissados com a corrente do bem e ordem pública.
Em um certo momento, onde me encontrava em patrulha ao lado do trio do cantor e vereador Igor Kanário ocorreu um tumulto, onde foi necessário intervir em uma rixa (um estado e hostilidade entre pessoas ), uma desordem da qual foi necessária a utilização da força para proteger aqueles que ali estavam apenas com animus jocandir (intenção de brincar ) daqueles que tinham em seu ímpeto o animus Iaedendi (intenção de ferir), garantindo a volta de muitos pais e mães de famílias aos seus lares.
Neste momento o vereador, Igor Kannário, de cima de seu trio fez sinal de negação com a cabeça e repreendeu a minha patrulha, momento que me antecipei a ele informando que estávamos fazendo o nosso trabalho e solicitando respeito. Apesar da minha voz sair inaudível por conta do barulho do trio elétrico, o mesmo então iniciou seu discurso, uma verdadeira depredação pública , questionando quem era eu, que era apenas uma soldado da policia militar, que em nada mandava, que nem oficialato possuía, fazendo gestos obscenos e incitando toda a população que o seguia contra mim, que me senti naquele momento impotente.
Fiquei barbarizada com discurso dele, pois o que ele disse que falei (que vai ter que provar ) não faz parte do meu vocabulário, me senti humilhada como policial, como Cristã e como Mulher , que venci preconceitos para chegar até onde me encontro. Ingressei na carreira Policial Militar não foi para ocupar um cargo público e sim por idealismo, continuarei servindo com honra e com garbo a população baiana, nós mulheres somos o que nós queremos, temos competência para isto, jamais esquecerei aquela situação vexatória na qual fui violentada moralmente sem direito de defesa e contraditório, mais grave as palavras afrontaram toda corporação.
Sempre pedi tanto a Deus e todos as vezes que visto essa farda agradeço a Ele pela oportunidade de fazer aquilo que gosto, participei de um certame bastante concorrido, não foi fácil , esperava apenas respeito, saliento que nunca imaginei sofrer tamanho assédio moral em pleno exercício da função (de serviço). Toda vez que for preciso o uso progressivo da força para manter a minha integridade e a ordem pública eu o farei, sou profissional de segurança pública, técnica, fui instruída da melhor forma por aqueles e aquelas que acreditam nesta corrente do bem.
No dia seguinte ao saber do ocorrido vários amigos e colegas entraram em contato comigo para saber o que realmente aconteceu afirmando que não conseguiam me imaginar falando o que ele afirmou que eu disse. Quem acusa tem ônus de provar, minhas atitudes eu respondo, de cabeça erguida e sei bem de minha boa educação. Para completar a assessoria do cantor postou uma nota de “esclarecimento” me imputando mais uma acusação: de fazer gesto obscenos pra ele.
Talvez vereador, se o Srº tivesse frequentado palestras instrutivas sobre legislação, conduta e ética, que são ministradas para todos o que assumem tal posição, no início de seus mandatos, saberia que não possui imunidade parlamentar , seus ‘‘benefícios’’ se limitam somente ao âmbito interno.
É nesta ordem que escrevo lamentando a postura deste Parlamentar e pedindo providências para que posturas como estas não seja encorajada, peço atenção ao Ministério Público este que tem salvaguardado nossa nação.
As providências serão tomadas e todos aqueles que tentarem intervir na contra mão da lei serão em igual grau expostos.
SOLDADO PM T. GOMES.”
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um canalha desse ainda tem coragem de dizer que é Autoridade,só se for Autoridade da CRACOLANDIA , kkkkkkkkkkk
Só em PAÍS chamado BRASIL certos indivíduos encontram-se acima da LEI. Um ser antes social, onde seu repertório é uma apologia ao desviu de conduta, ser chamado de cantor .
O COMANDO DA POLÍCIA não tomará providências? Pois se for espetar pelo PREFEITINHO que lhe contratou para os marginais, prostitutas, dependentes químicos se divertirem nada fará.
Honrem vossa farda PM’s não permitam que a inversão de valores manchete vocês.
Igor canário e marginal mete um bom processo nesse vagabundo e arranca suas merecedora disculpa