Os organizadores de vaquejadas da Bahia acreditam que a perda de postos de trabalho será o maior impacto da proibição das vaquejadas no estado. Em entrevista nesta terça-feira (11) com promotores desses eventos e com o presidente da Associação Baiana de Vaquejadas, que contestam a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a atividade no estado do Ceará. Eles destacam que a prática se modernizou e que há cuidados para preservar a saúde de vaqueiros e animais.
Para o promotor de Justiça de Meio Ambiente do Ministério Publico Estadual, Heron Santana, a vaquejada passou a ser uma atividade ilegal desde o momento em que o STF decidiu a sua inconstitucionalidade. Isso significa que todas as autoridades do poder judiciário e da administração têm que seguir essa decisão do STF. Portanto, segundo o promotor, a vaquejada está proibida em todo território nacional, inclusive na Bahia.
A vaquejada é uma tradição cultural nordestina na qual o boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo. Alguns dos eventos no estado também realizam shows dentro dos parques de vaquejadas, que acontecem em um espaço diferente da pista onde os bois são levados para as competições.
“Vamos ver se temos alguma forma de reverter essa situação. Estamos à frente de uma vaquejada moderna, que não causa maus-tratos. Não gostamos de ser contra lei, vamos correr atrás para mudar a situação”, disse o presidente da Associação de Vaquejadas da Bahia (ABV), Valmir Velozo.
O pecuarista Manoel Armindo também falou sobre os empregos e disse que o evento que promoveria, marcado para o mês de novembro, já foi cancelado por conta da determinação do STF.
Armindo organiza a Vaquejada de Berimbau, em Conceição de Jacuípe, na região de Feira de Santana, há cerca de 15 anos. O evento era realizado no Parque Manoel Armindo e a organização esperava para o evento deste ano cerca de 12 mil pessoas. “Se a proibição permanecer, o impacto será grande. A gente vai ter que demitir 70% do pessoal, porque não tem trabalho para tanta gente”, disse.
De acordo com a organização da Vaquejada de Serrinha, uma das principais da Bahia, que acontece no Parque Maria do Carmo, no município que dá o nome ao evento, a 173 km de Salvador, são 1.500 a 2 mil empregos indiretos durante quatro dias de festa. Este ano, o evento foi realizado no mês de setembro e levou 180 mil pessoas ao parque.
O administrador Lucas Carvalho iria promover pela primeira vez uma vaquejada na região da Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, mas o evento foi cancelado após a decisão do STF. “Nesse evento estávamos prontos para receber gente do Brasil interio. Afeta o emprego, desde o barraqueiro que vende pipoca, até os juízes do evento, locutores, entre outros. Muita gente vai perder o emprego por uma questão de falta de conhecimento sobre as vaquejadas. As pessoas falam que utilizamos choques, que o boi é maltradado. As pessoas precisam buscar conhecer sobre a atividade”, relatou.
Vaquejada na Bahia
A vaquejada no estado é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia. O projeto foi aprovado em 2014 e a lei sancionada no mesmo ano. Em 2015, a atividade foi regulamentada como esportiva e cultural. A lei unifica as regras para a realização de vaquejadas e cavalgadas, ao estabelecer normas de realização dos eventos através do controle e prevenção sanitário-ambientais, higiênico-sanitárias e de segurança em geral, além de estipular a doação de 2% do valor da premiação aos fundos beneficentes dos animais.
Protestos
Vaqueiros e demais trabalhadores que atuam nas tradicionais vaquejadas da Bahia fizeram protestos em defesa da atividade em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador, em Barreiras, oeste da Bahia, em Juazeiro, na região norte, e Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, na manhã desta terça-feira (11).
Em Feira de Santana, uma carreata foi organizada pela Associação Baiana de Vaquejada (ABV). O protesto saiu da BR-116 Sul e ocupou uma das faixas da BR-324, até o Parque de Exposições.
De acordo com os organizadores, o protesto na região de Feira de Santana reúne mais de mil participantes e 200 veículos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estima que cerca de 160 veículos tenham aderido à carreata.
Também houve protesto de vaqueiros na cidade de Juazeiro, norte da Bahia. A manifestação começou na manhã desta terça-feira, na Lagoa du Calú, e terminou na ponte Presidente Vargas, com um encontro com vaqueiros de Pernambuco.
Cerca de 500 pessoas participaram do protesto em defesa da atividade. Na região norte, aproximadamente 60 vaquejadas são realizadas durante todo o ano.
Mais de 100 manifestantes, entre vaqueiros e criadores de animais, participaram da manifestação no município de Barreiras, oeste da Bahia, na manhã desta terça. O bloqueio foi no anel rodoviário da BR-242 e depois segui até o centro da cidade.
Os manifestantes dizem que a vaquejada gera emprego e renda na região oeste, com cerca de 50 eventos durante todo o ano.
Esse ato preconceituoso não é obra do Governo Federal, Câmara ou Senado!
Foi obra dos Excelentíssimos(a) Ministros(a) do STF!
Ministros estes colocados lá pelo PT..!
Clamamos agora o Governo Federal, Câmara ou Senado pra derrubar e corrigir esse ato de desrespeito praticado contra nossa cultura….!
Solta verba pra esse governo do saco sem fundo que esses ambiciosos libera as vaqueijada
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Tem que acabar mesmo com essas mísera de vaqueijada
faz uma festa contry sem maltratar os bichos, faz uma expo.povo sem visão
Vce é ridiculo,metido a inteligente mas dá pena de ver.Escreve merda.Diz uma coisa,volta diz o contrario pra tentar ficar anonimo.Qe vidao.