Site do Bem mostra os seis maiores vilões do relacionamento amoroso

Não existe uma receita pronta para fazer um relacionamento dar certo, mas algumas atitudes dificultam muito e podem ser consideradas verdadeiras vilãs do amor. A terapeuta Ana Canosa, autora do livro “A Metade da Laranja? Discutindo Amor, Sexo e Relacionamento”, mostra para os leitores do Berimbau Notícias os seis comportamentos que podem minar o romance e dificultar o sucesso a dois.

Ciumes excessivo pode desgastar a relação. Foto: TatyanaGl/iStock

Ciúmes em excesso

Sentir um pouco de ciúmes  é considerado normal, no entanto, quando passa a ser uma preocupação constante é hora de ligar o sinal vermelho. “Essas relações de dependência emocional e que provocam um ciúme exagerado nunca acabam bem. Quando a pessoa passa a maior parte do tempo se preocupando com quem o parceiro conversa, onde está ou até o que está vestindo isso é um alerta de que algo está errado. Geralmente são pessoas que não suportam a ideia de que o outro queira outras coisas além delas e do relacionamento, e que não conseguem entender e ficam pensando porque não são unanimidade na vida do outro”, explica.

Muitas vezes, a dificuldade em compreender que o outro pode ter passatempos e individualidade surge quando você volta demais a própria vida para o objeto do seu afeto, e é preciso mudar para começar a curar esse comportamento. “Você pode tentar ver a importância de ter outros interesses e se perguntar porque o par tem que assumir uma proporção tão grande que você não consegue se desenvolver sozinha. Em alguns casos é preciso buscar ajuda através da terapia”, indica.

Comunicação é a base do relacionamento, e precisa ser trabalhada. Foto: KatarzynaBialasiewicz/iStock

Comunicação agressiva

A falta de uma boa comunicação é outro ponto complicado e que merece atenção, afinal, é ela que garante o entendimento e a superação de obstáculos na vida a dois: “Uma comunicação agressiva, em que o casal não consegue falar dos próprios interesses ou entender e passar os sentimentos para o outro sem gerar acusações,  é péssima.  Tem pessoas que impedem através do seu comportamento que o outro faça uma critica, fecham o acesso e aprisionam. Ter um canal aberto é a única maneira de passar por dificuldades e permanecer junto”.

Se você sente que conversar é uma dificuldade o primeiro passo é fazer exercícios para transformar essa situação. “Tente ser pontual e falar do agora, quando algo incomodar explique o que está acontecendo e não fique trazendo de volta problemas do passado ou fazendo rodeios. Também evite momentos em que o outro está irritado para que vocês sentem tranquilamente, ouçam e falem, e nunca coloque sentimentos na boca da pessoa. Existem livros para a comunicação violenta que podem ajudar muito”, aponta.

Interferência familiar

Você ou o amado costumam deixar que o restante da família interfira no relacionamento amoroso? Então talvez seja a hora de abrir os olhos. “Quando um permite essa interferência isso vira um problema, e é muito difícil, porque se o outro tenta cortar pode parecer um ataque. Não se sentir dona do seu próprio planejamento familiar é uma situação que frustra demais e pode gerar competições horríveis de amor entre parceiro e família, do tipo ‘você ama mais sua mãe do que eu’, enquanto na verdade são sentimentos totalmente diferentes. Isso é um passo para a desgraça e você deve limitar os papéis: é importante cuidar dos familiares, mas saber separar o que é da intimidade de vocês”, conta.

Infidelidade conjugal não é a única forma de deslealdade. Foto: triocean/iStock

Mentira e deslealdade

Vale lembrar que não é apenas a traição amorosa que conta como deslealdade, tudo vai depender da maneira como vocês configuram o relacionamento. “Ser desleal é não cumprir com determinado projeto mútuo do casal, que pode ser a infidelidade conjugal, financeira ou de qualquer outra atividade. E dependendo da importância que a pessoa dá a essa deslealdade ela pode virar um grande problema, deixar uma mágoa grande e quebrar a confiança. Tenham sempre muito claro o que deve ou não ser negociado com o outro e mantenham isso. Você não precisa dar todos os detalhes da sua vida, o que pensa ou faz para o outro, mas o que é combinado que não deve ser escondido precisa ser seguido”, esclarece.

Papeis devem ser bem discutidos e negociados para não existir frustração. Foto: Monkey Business Images

Desigualdade

Você sente que faz muito mais que ele na relação? Esse sentimento é comum em muitos casamentos, e pode crescer a ponto de destruir a convivência. “Quando você acha que a pessoa não faz tanto quanto você, seja para manter o erotismo, a relação, a ordem na casa ou nos direitos e deveres, isso é ruim. Essa desigualdade de papeis e de investimento no relacionamento, que pode ser por questões gêneros também, pode gerar muita frustração e isso vai minando o amor devagar ao longo do tempo. Às vezes nem vira briga, é uma situação silenciosa que vai se arrastando”, alerta.

Aqui, a comunicação também tem papel fundamental, além de exigir muita transparência para deixar claro o que está errado. “Tem que ser um pouco objetivo nas negociações, colocar na mesa o que você sente que está desigual e combinar como acertar. Algumas pessoas vão levando a situação para se vangloriarem e jogar na cara do outro o quanto fazem, nem que seja de maneira inconsciente, mas acabam se prejudicando duas vezes”, fala.

Querer mudar o outro

E quem nunca caiu no erro de embarcar em um namoro na esperança de que aquele traço da personalidade do outro mude com o tempo? Na prática, isso raramente se concretiza e só traz infelicidade: “É um dos maiores problemas querer que o outro seja um ser humano que não é. A gente aprende, se aprimora e se desenvolve com o tempo, mas o que somos não se altera. Muita gente tem essa crença de que depois do relacionamento vai ser diferente, e provavelmente não acontecerá. Para dar certo é preciso aceitar a personalidade e a essência do outro, ou pular fora”.

 

Publicado em 19 de fevereiro às 22h11

 

 

 

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