Camarote usado como fachada para lavagem de dinheiro com rifas ilegais é interditado em Salvador

A terceira fase da Operação Falsas Promessas, deflagrada nesta quarta-feira (11/2) pela Polícia Civil da Bahia, resultou na interdição de um camarote no circuito Dodô, na Barra, em Salvador, no bloqueio de R$ 230 milhões e na apreensão de uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro proveniente da exploração ilegal de rifas pela internet.

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De acordo com as investigações, há indícios de que o camarote era utilizado para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades do espaço às vésperas do Carnaval.

Camarote usado como fachada para lavagem de dinheiro com rifas ilegais é interditado em Salvador- Foto: Reprodução

A reportagem apurou que o Camarote 305 foi um dos alvos da operação. No local, foram instalados adesivos da Polícia Civil indicando a interdição, além de uma faixa amarela em frente ao espaço, situado em um dos pontos mais movimentados da folia em Salvador.

O camarote pertence ao rifeiro conhecido como Diogo 305, que nas redes sociais se apresenta como youtuber e criador de conteúdo. Os ingressos para o espaço variam entre R$ 927 e R$ 1.108, enquanto o passaporte para todos os dias de festa custa R$ 4,8 mil. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos investigados até a publicação desta matéria.

A operação é realizada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer).

Ao todo, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão contra 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, Salvador, Camaçari, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). O objetivo é recolher dispositivos eletrônicos, documentos e outros elementos de interesse probatório.

De acordo com o diretor do Draco, delegado Fábio Lordello, a operação reforça a atuação estratégica da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com foco na interrupção de atividades ilícitas.

“O grupo operava um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo”, afirmou.

Além do bloqueio de capitais, a aeronave particular apreendida é apontada como produto dos crimes investigados e teria sido utilizada para facilitar a mobilidade e a ocultação patrimonial dos envolvidos.

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