Suspeito de aplicar golpe do falso consórcio é preso em Salvador

Na tarde desta segunda-feira (18/11), Diego Vinícius Costa Cruz, de 32 anos, foi preso em Salvador, acusado de aplicar o golpe do “falso consórcio” e enganar pelo menos 35 pessoas. O suspeito foi detido pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de prisão preventiva por estelionato, apropriação indébita e associação criminosa. Ele é acusado de vender cartas de consórcio falsificadas, causando prejuízos financeiros significativos às vítimas.

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Uma das vítimas do golpe é um vigilante que, após três anos juntando dinheiro, perdeu R$ 26,5 mil ao tentar adquirir um carro por meio de um consórcio. O homem, que preferiu não se identificar, relatou à polícia que foi enganado por Diego Cruz, que forneceu documentos falsificados como extratos bancários, termos de adesão e até mesmo um reconhecimento de firma para dar a falsa impressão de que o consórcio estava regularizado.

“Ele [Diego] passou o termo, transferências, o extrato, mandou reconhecer firma e tudo mais. Aí o tempo foi passando, passando… Eu consegui entrar em contato e me informaram que não existia nenhuma carta de crédito contemplada no meu nome, e sim dois consórcios”, lamentou o vigilante.

O vigilante acredita que o golpista tenha utilizado seus dados pessoais para abrir consórcios em seu nome, sem sua autorização. “Até hoje, não recebi nenhum centavo. Aí estou no prejuízo: sem carta de crédito, sem carro, sem dinheiro, sem nada”, afirmou.

Diego Vinícius é um suspeito reincidente: desde 2019, ele acumula processos por estelionato. Durante seu depoimento à polícia, ele admitiu sua participação nos golpes e revelou que, para dificultar a identificação das fraudes, alterava constantemente os nomes da empresa responsável pelos consórcios. Os nomes usados ao longo dos anos incluem:

  • Global Car;
  • RD Consórcio;
  • Rei do Consórcio;
  • Libera Crédito;
  • Consórcio e Financiamento.

Atualmente, a empresa se apresentava como Global Intermediação Veicular.

A Polícia Civil acredita que Diego não agia sozinho. “Havia funcionários, membros da própria família dele atuavam conjuntamente, o que evidencia associação criminosa”, afirmou o delegado-adjunto da 11ª Delegacia de Polícia, Jackson Oliveira. Segundo a polícia, os golpes eram aplicados principalmente por meio de anúncios fraudulentos e documentos falsificados.

Além da prisão de Diego Cruz, os agentes da 11ª Delegacia de Polícia cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nos bairros de Castelo Branco e Brotas, em Salvador. Durante a operação, foram apreendidos diversos itens que serão analisados em perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT). Entre os objetos apreendidos estão: Um carro e uma moto, uma maquineta de cartão de crédito, duas chaves de carro, um celular e um notebook,  e documentos relacionados a consórcios fraudulentos.

Esses materiais passarão por exames técnicos para auxiliar na continuidade das investigações e, possivelmente, identificar mais vítimas ou cúmplices do suspeito.

A Polícia Civil reforça que o golpista será mantido à disposição da Justiça e que as investigações continuarão para identificar outros envolvidos e esclarecer completamente a atuação criminosa do grupo.

 

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