O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus de Perus, em São Paulo, causou repercussão ao afirmar, durante um culto realizado na segunda-feira (16), que pessoas envolvidas no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, poderiam enfrentar problemas de saúde no futuro. A declaração foi feita enquanto ele comentava uma ala da apresentação que trouxe críticas a grupos religiosos e políticos.

Durante a pregação, o líder religioso afirmou que não responderia às provocações feitas nas escolas de samba, mas declarou que os envolvidos “vão se lembrar com quem mexeram” quando enfrentassem doenças. O discurso foi direcionado especialmente ao trecho do desfile intitulado “Neoconservadores em Conserva”, que retratava figuras ligadas ao agronegócio, setores conservadores, defensores da Ditadura Militar e representantes evangélicos.
Ainda na fala, o pastor disse que a resposta viria “do trono celestial”, afirmando que a Igreja estaria protegida espiritualmente. As declarações repercutiram nas redes sociais e geraram debate sobre intolerância religiosa, liberdade de expressão e os limites do discurso em ambientes religiosos e culturais. Até o momento, não houve posicionamento oficial da escola de samba citada sobre as falas.