PF apreende 1,5 tonelada de barbatanas de tubarão em esquema ilegal na Bahia

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (12/2), em conjunto com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apreendeu cerca de 1,5 tonelada de barbatanas de tubarão em Rodelas, no norte da Bahia.

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O material estava armazenado em um ponto clandestino na zona rural do município. Ao todo, foram encontrados 1.583 quilos de barbatanas de diversas espécies, inclusive ameaçadas de extinção, em diferentes estágios de secagem.

De acordo com os órgãos envolvidos, o local funcionava como uma espécie de unidade de preparo e secagem do produto, etapa que antecede a comercialização no mercado ilegal. Imagens aéreas auxiliaram na identificação da movimentação no imóvel, onde sete pessoas foram flagradas atuando na atividade.

Entre os envolvidos estavam quatro brasileiros, incluindo um adolescente, e três chineses. Segundo o Inema, um dos estrangeiros aparentava exercer função de coordenação ou gerência do esquema.

As barbatanas possuem alto valor no mercado clandestino internacional. Na China e em outros países asiáticos, são utilizadas como ingrediente nobre na culinária, especialmente na tradicional sopa de barbatana de tubarão, cujo prato pode chegar a custar cerca de 500 dólares.

Em nota, o Inema destacou que as barbatanas costumam ser obtidas por meio da prática conhecida como “finning”, em que as nadadeiras são retiradas e o tubarão é devolvido ao mar ainda vivo, método considerado extremamente cruel e responsável por graves impactos ambientais, sobretudo sobre espécies ameaçadas.

A legislação brasileira proíbe a captura direcionada de tubarões e considera crime o armazenamento, transporte, beneficiamento ou comercialização de partes desses animais sem autorização. A atividade é impulsionada pela alta lucratividade no mercado ilegal.

Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, onde foram autuados em flagrante por crimes contra a fauna, receptação qualificada e corrupção de menores. O material apreendido passará por análise técnica dos órgãos ambientais.

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