Mulher é presa suspeita de homicídio de empresário em Feira de Santana

Uma mulher de 31 anos, identificada pelas iniciais I.J.L.S., foi presa na tarde de quarta-feira (11/2), em Simões Filho, após ser acusada de matar o empresário Edmácio Azevedo de Azuis, de 51 anos, conhecido como “China”, proprietário de uma academia no bairro Gabriela, em Feira de Santana. O crime, ocorrido em 22 de abril do ano passado, teve grande repercussão na cidade e a mulher estava foragida desde então.

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A prisão foi realizada após a identificação da suspeita pelo Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que havia emitido um alerta sobre o mandado de prisão expedido pela Vara do Júri de Feira de Santana. A abordagem aconteceu em uma agência bancária em Simões Filho, onde a mulher estava realizando um saque. Após confirmação da identidade, ela foi levada à Polinter, em Salvador, e posteriormente transferida para o Complexo do Sobradinho, em Feira de Santana.

A suspeita, que deve ser transferida para o Presídio Regional de Feira de Santana na próxima quarta-feira (18), está sendo investigada por homicídio, com base nas declarações e provas colhidas durante as investigações.

Em entrevista, o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios (DH/Feira), relembrou os detalhes do crime. No dia seguinte ao feriado de Tiradentes, Edmácio foi encontrado morto por um de seus filhos, em sua residência. O empresário estava nu em cima de uma cama e apresentava cinco tiros: três atingiram a região do peito, um na cabeça e um na mão.

A suspeita se apresentou à polícia três dias após o crime, acompanhada de advogado, e confessou o homicídio, alegando legítima defesa. No entanto, como não havia prisão preventiva decretada e a situação não se configurava como flagrante, ela foi ouvida e liberada. Posteriormente, a polícia pediu sua prisão preventiva, mas a mulher fugiu, permanecendo foragida por um ano, durante o qual se escondeu em diversos estados do Brasil.

De acordo com a investigação, I.J.L.S. havia mantido um relacionamento amoroso com Edmácio, mas decidiu encerrá-lo. Ela relatou que, após sofrer ameaças da vítima, marcou um encontro com ele com o objetivo de convencê-lo a deixá-la em paz. Para isso, levou Clonazepam, um medicamento usado para dopá-lo caso ficasse agressivo. Durante o encontro, após consumirem bebida alcoólica e manterem relações sexuais, o empresário adormeceu. Nesse momento, ela efetuou os disparos contra ele, enquanto ele estava desacordado.

A mulher sabia manusear armas de fogo, pois trabalhava como agente de segurança patrimonial. Após o homicídio, ela fugiu do local e foi filmada pelas câmeras de segurança, ainda com a arma em mãos.

A Polícia Civil segue investigando o caso, incluindo o desaparecimento de uma pistola calibre .380, um revólver calibre 38 e cerca de R$ 10 mil que estavam no imóvel da vítima. O delegado Gustavo Coutinho afirmou que, após a conclusão das investigações, o inquérito será enviado ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia. A expectativa é de que a denúncia seja aceita, uma vez que a mulher confessou o crime e, conforme apurado, houve premeditação.

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