Tornozeleiras eletrônicas entram na mira da segurança no Carnaval 2026 da Bahia
Operação especial tem monitoramento em tempo real nos circuitos da folia

Pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica passaram a ser alvo de uma operação especial de segurança durante o Carnaval 2026 na Bahia. A ação é coordenada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e prevê intensificação da fiscalização tanto nos circuitos oficiais da festa quanto dentro das unidades prisionais do estado.
De acordo com a pasta, o objetivo principal é garantir que indivíduos submetidos a medidas cautelares cumpram as restrições determinadas pela Justiça, sobretudo em áreas de grande concentração de público. O trabalho é realizado de forma integrada pela Central de Monitoração Eletrônica de Pessoas (CMEP) e pela Polícia Penal, com acompanhamento em tempo real dos deslocamentos.
Nos casos de violação de perímetro, rompimento do equipamento ou descumprimento das regras judiciais, equipes podem realizar abordagens imediatas. A fiscalização nos circuitos carnavalescos conta com policiais penais atuando de forma discreta, focados na identificação de pessoas que estejam circulando em locais proibidos por decisão judicial.
A Central de Monitoração funciona 24 horas por dia e recebeu reforço operacional durante o período da festa. As informações coletadas também podem ser compartilhadas com outras forças de segurança pública, ampliando a atuação integrada no combate a irregularidades.
Segundo a Seap, a operação teve início ainda no pré-Carnaval e seguirá durante todos os dias oficiais da folia. Quando constatada alguma irregularidade, a pessoa monitorada pode ser orientada a retornar ao perímetro autorizado ou encaminhada à delegacia para as medidas cabíveis.
Dados do órgão apontam que, em 2025, durante os seis dias de Carnaval, 94 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica foram abordadas em situação irregular nos circuitos, sendo 37 conduzidas para unidades policiais. Atualmente, cerca de 2.400 pessoas são acompanhadas pela CMEP na Bahia, a maioria relacionada a crimes ligados ao tráfico de drogas.
Além da fiscalização externa, a Seap informou que também haverá reforço nas unidades prisionais, com revistas diárias, ampliação das rondas perimetrais e atuação do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP) em estabelecimentos considerados mais sensíveis.
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