Moradores denunciam obra em via estreita no Tanque de Senzala
Comunidade relata que construção em "beco" pode impedir acesso de ambulâncias, veículos e comprometer a segurança dos moradores

Moradores da Rua São Jorge popularmente conhecida como “Beco do Giló”, localizada na comunidade de Tanque de Senzala em Santo Amaro, vivem há anos uma situação de dificuldades e insegurança causadas pelas condições precárias de acesso à via, que é extremamente estreita. O espaço mal permite a passagem de um carro pequeno, tornando impossível o acesso de caminhões, veículos de entrega e até de serviços de emergência.
Segundo relatos da comunidade, os transtornos são antigos. A impossibilidade de acesso de caminhões obriga a deixar mercadorias no encostamento da BA-084 e transportá-las manualmente até as casas, com carro de mão, inclusive materiais de construção e móveis pesados.

Além das limitações naturais da via, os moradores denunciam que um sítio localizado ao lado da rua vem, há muitos anos, ampliando gradualmente uma cerca que avança sobre o espaço público. Segundo a comunidade, tanto a antiga proprietária quanto o atual dono vêm reduzindo cada vez mais a largura do beco, agravando o problema de circulação.
Agora, a preocupação é ainda maior com o início da construção de um muro no local. De acordo com os moradores, a obra tende a estreitar ainda mais a passagem, já que o muro começa em um alinhamento e termina em outro, comprometendo de vez o acesso às residências.
Diante da gravidade da situação, o secretário municipal de Agricultura, José Ângelo, conhecido como Xuxu, e representantes da Prefeitura de Santo Amaro estiveram no local para prestar apoio e tentar intermediar o conflito. Moradores relataram que houve diálogo e que a situação foi explicada de forma clara ao proprietário do terreno.
No entanto, segundo os moradores, o dono da área afirmou que não irá recuar a construção, alegando que não pretende “perder nada para ninguém”. Ainda conforme os relatos, ele teria informado que só aceitaria recuar o muro caso fosse financeiramente indenizado, e que continuará a obra da forma como foi iniciada.
Mesmo após conversas com o secretário e representantes da Prefeitura, o proprietário não teria atendido aos pedidos feitos, mantendo a decisão de seguir com a construção, o que aumenta a tensão entre os moradores e aprofunda o impasse.
Com o avanço da obra, moradores temem a impossibilidade de acesso de veículos de emergência, além do comprometimento da segurança da população, já que a construção do muro desrespeita o direito constitucional de ir e vir.
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