Sete integrantes da maior rede de tráfico de aves do país são condenados à prisão

Na última quinta-feira (22/1), sete integrantes de uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de animais silvestres foram condenados à prisão após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A sentença foi proferida após apurações realizadas no âmbito da operação Fauna Protegida, que desarticulou a maior rede de tráfico de aves silvestres do país.
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Os condenados enfrentam acusações de crimes como organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos a animais, receptação qualificada e lavagem de capitais. A operação revelou a complexidade da estrutura criminosa, que atuava de forma coordenada nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O líder da organização, Weber Sena Oliveira, foi condenado a 18 anos e 25 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 11 dias de detenção. Sua esposa, Ivonice Silva, recebeu uma pena de 6 anos, 2 meses e 29 dias de reclusão, somados a 1 ano e 29 dias de detenção. Os demais integrantes também foram duramente punidos: Josevaldo Moreira Almeida foi sentenciado a 8 anos, 1 mês e 2 dias de reclusão, com mais 1 ano, 2 meses e 21 dias de detenção. Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos receberam penas de 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, além de 1 ano, 4 meses e 22 dias de detenção, cada um.
De acordo com as investigações do Gaeco, o grupo operava com uma estrutura criminosa sofisticada, envolvendo a captura, transporte e comercialização ilegal de aves silvestres. A divisão de tarefas dentro da organização era rigorosa, com funções bem estabelecidas entre os membros. Weber Oliveira, apontado como líder, coordenava todas as operações relacionadas à captura, aquisição e distribuição das aves, além de manter contato com fornecedores e planejar a logística do tráfico.
A esposa de Weber, Ivonice Silva, era responsável pelo núcleo financeiro da organização, gerenciando transações significativas e movimentações financeiras ilícitas. Já os outros membros da quadrilha tinham papéis definidos: Uallace Batista, Ademar Viana, Messias dos Santos e Gilmar dos Santos atuavam diretamente na captura e manutenção dos animais, enquanto Josevaldo Almeida tinha o papel de redistribuidor, especialmente em Salvador, coordenando o escoamento das aves para o comércio clandestino.
A operação Fauna Protegida revelou uma rede altamente organizada, que se valia de uma logística empresarial ilegal para operar de forma eficiente no tráfico de animais. As penas pesadas aplicadas aos integrantes da organização visam não apenas punir os envolvidos, mas também desencorajar outras práticas semelhantes, ressaltando a importância da proteção da fauna e o combate aos crimes ambientais no Brasil.
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