Investigado por homicídio em Coração de Maria já foi candidato a vereador em Terra Nova
Gilvan dos Santos Barbosa foi preso nesta quarta, apontado como autor do homicídio de Yasminn Novais Nogueira

Gilvan dos Santos Barbosa, de 25 anos, preso nesta quarta-feira (21/1) pela Polícia Civil da Bahia, apontado como autor do homicídio de Yasminn Novais Nogueira, já havia tentado ingressar na política. Nas eleições municipais de 2024, ele foi candidato a vereador no município de Terra Nova, pelo Partido Progressista (PP), mas não foi eleito, após receber apenas 31 votos.

O indivíduo foi localizado durante a Operação Iscariotes, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira. A prisão aconteceu na casa do suspeito, na Avenida Getúlio Vargas, Centro de Conceição do Jacuípe, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial de Coração de Maria, com apoio dos Núcleos de Inteligência da 1ª Coorpin, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) de Feira de Santana e do Cicom.

Horas antes de ser preso, Gilvan publicou uma foto em uma rede social com a legenda “Em paz consigo mesmo”. 
O crime

O corpo de Yasminn Novais Nogueira vítima foi encontrado no dia 5 de janeiro de 2026, em uma estrada vicinal do município de Coração de Maria, em circunstâncias que evidenciaram a extrema violência do crime. Desde então, a Polícia Civil passou a realizar diligências ininterruptas, reunindo provas técnicas e elementos informativos robustos que apontaram o investigado como principal suspeito.
Segundo o delegado Idelfonso Monteiro, responsável pelas investigações, o preso mantinha vínculo profissional e financeiro com a vítima e apresentou versões contraditórias durante o interrogatório, posteriormente desmentidas por provas técnicas consideradas irrefutáveis.
As apurações revelaram ainda que foi o próprio investigado quem levou Yasminn ao Terminal Rodoviário de Feira de Santana, no dia 30 de dezembro de 2025, quando ela viajou para Fortaleza. De forma decisiva para o inquérito, também foi ele quem buscou a vítima em seu retorno, no dia 5 de janeiro de 2026 — sendo este o último registro de Yasminn com vida.
Além do homicídio, a investigação apontou que, no mesmo dia do crime, o autor subtraiu diversos bens da residência da vítima, transportando-os para sua própria casa, o que reforça a frieza e a motivação criminosa da conduta.
Diante do vasto conjunto probatório, a autoridade policial representou pela prisão preventiva e pela expedição de mandado de busca e apreensão, medidas acolhidas pelo Ministério Público e deferidas pelo Poder Judiciário, culminando no êxito da operação.
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