Técnica simples pode aumentar em até 56% a frequência do orgasmo feminino
Ajuste na posição “papai e mamãe” amplia a estimulação do clitóris e melhora a satisfação sexual nos relacionamentos heterossexuais

Em relacionamentos heterossexuais, dados e estudos indicam que as mulheres, em média, têm menos orgasmos do que os homens durante as relações sexuais. Especialistas afirmam, no entanto, que esse cenário pode — e deve — ser transformado com informação, diálogo e pequenos ajustes na rotina íntima do casal.
Um dos caminhos apontados por terapeutas sexuais envolve justamente a adaptação de uma das posições mais tradicionais: a chamada posição papai e mamãe. Conhecida por favorecer a intimidade, o contato visual e a conexão emocional, ela pode se tornar ainda mais eficaz quando aplicada de forma estratégica.
A chamada técnica de alinhamento coital, conhecida pela sigla CAT (Cognitive Acupressure Technique), propõe uma modificação simples da posição tradicional. Nela, o parceiro que penetra se posiciona alguns centímetros mais acima, de forma que a base do pênis mantenha contato direto com o clitóris da mulher, ampliando a estimulação durante o movimento.

Um estudo publicado no Journal of Sex and Marital Therapy mostrou que mulheres que tinham dificuldade para atingir o orgasmo na posição tradicional relataram um aumento de 56% na frequência do orgasmo após aprenderem e aplicarem a técnica CAT.
Segundo especialistas, o diferencial está no foco na estimulação clitoriana. “Aproximadamente dois terços das mulheres não atingem o orgasmo apenas com a penetração. A CAT oferece pressão direta, movimentos de balanço e fricção que proporcionam uma estimulação adicional do clitóris”, explicou a psicóloga e terapeuta sexual Megan Fleming, de Nova York, em entrevista ao HuffPost.
A sexóloga Sadie Allison, autora do livro Ride ’em cowgirl! Sex position secrets for better bucking, detalha que o casal deve iniciar na posição tradicional, com uma pequena almofada sob os quadris da mulher para ajustar o ângulo da pélvis. Após a penetração, o parceiro deve elevar levemente o corpo, alinhando a pélvis de modo a intensificar o contato com a região genital feminina.
De acordo com a especialista, além de favorecer o prazer feminino, a técnica também pode beneficiar os homens, já que tende a reduzir a estimulação excessiva provocada por movimentos rápidos e profundos, contribuindo para maior controle do tempo da relação.
Para os profissionais da área, a técnica reforça a importância de compreender o prazer feminino como algo que vai além da penetração, destacando o papel da comunicação, da atenção ao corpo e da busca conjunta por uma vida sexual mais satisfatória e equilibrada.
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