Bolsonaro passa mal na prisão e sofre traumatismo craniano leve após queda

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal na madrugada desta terça-feira (6/1) e sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve após cair dentro da cela onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político, o cirurgião Claudio Birolini.
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Segundo o relato, Bolsonaro, de 70 anos, se sentiu mal durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel. Ele não teria solicitado ajuda imediata aos agentes da PF, e a lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
De acordo com Birolini, o traumatismo é considerado leve, quadro que exige observação médica, já que pode evoluir, apesar de geralmente apresentar recuperação rápida.
Em nota, a Polícia Federal informou que o atendimento foi realizado por um médico da corporação, que constatou ferimentos leves e, inicialmente, não indicou a necessidade de encaminhamento hospitalar, apenas observação. Posteriormente, a PF esclareceu que qualquer remoção para hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Defesa pede autorização ao STF
Por volta das 14h, a defesa de Bolsonaro acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitando autorização para a remoção do ex-presidente a um hospital, a fim de realizar exames clínicos e de imagem.
No pedido, os advogados alegam urgência e risco de agravamento do quadro, solicitando acompanhamento da equipe médica e escolta policial. Até a última atualização, o ministro ainda não havia se manifestado.
Michelle Bolsonaro afirmou, pelas redes sociais, que seguia para o hospital DF Star, em Brasília, e que aguardava a liberação judicial para a realização dos exames.
Histórico recente de internação
Bolsonaro havia retornado à Superintendência da PF na última quinta-feira (1º), após permanecer nove dias internado para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, feita no dia 25 de dezembro. Durante a internação, também passou por procedimentos para tratar crises persistentes de soluços, incluindo bloqueios do nervo frênico e uma cirurgia de reforço.
No dia 31, o ex-presidente realizou uma endoscopia, que constatou esofagite e gastrite persistentes. No mesmo dia, a defesa solicitou ao STF a conversão da pena em prisão domiciliar, pedido que foi negado.
No dia 1º de janeiro, Bolsonaro deixou o hospital e foi reconduzido à sede da Polícia Federal em Brasília em um trajeto de cerca de seis minutos.
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