Perdão pode ajudar na prevenção e no tratamento do câncer, aponta oncologista
Segundo o médico Alfredo Cardoso, emoções negativas, estresse crônico e vínculos fragilizados podem influenciar o risco da doença tanto quanto fatores físicos.

A relação entre emoções, estresse e câncer pode parecer improvável, mas faz parte das pesquisas e reflexões do oncologista clínico Alfredo Cardoso, especialista em fatores de risco da doença. Ele afirma que o perdão, muitas vezes negligenciado, pode desempenhar um papel importante na prevenção e até no tratamento do câncer.
De acordo com o médico, a saúde é fortemente influenciada por cinco pilares essenciais:
✔️ atividade física
✔️ sono
✔️ alimentação
✔️ controle do estresse
✔️ vínculos familiares
Esses elementos, quando bem cuidados, reduzem a chance de desenvolver câncer e ajudam pacientes já diagnosticados a responder melhor aos tratamentos.

Estresse crônico e câncer: como estão ligados
O oncologista explica que o estresse prolongado, frequentemente causado por conflitos e mágoas em relacionamentos, aumenta a produção de hormônios como cortisol e catecolaminas.
Em níveis elevados, essas substâncias suprimem o sistema imunológico, diminuindo a capacidade do corpo de identificar e destruir células anormais — um fator que pode favorecer o surgimento e a progressão do câncer.
Perdão como ferramenta de saúde
Guardar ressentimentos alimenta o estresse e emoções negativas que impactam o organismo. Por isso, Cardoso reforça a importância de abordar essas questões com seus pacientes.
“O perdão é importante, principalmente para evitar mágoas e ressentimentos”, afirmou em entrevista à TV Gazeta. Segundo ele, conversar sobre esse aspecto emocional é fundamental no cuidado integral contra o câncer.
Atividade física: pilar indispensável
O médico destaca ainda que o exercício físico fortalece o sistema imunológico, regula hormônios e ajuda no controle do peso — fator decisivo na prevenção de diversos tipos de câncer.
Diretrizes da American Cancer Society reforçam que a prática regular de atividade física reduz o risco de tumores e melhora a qualidade de vida de pacientes em tratamento.
Alimentação e sono completam o ciclo de proteção
A dieta também é determinante para a saúde celular. O World Cancer Research Fund aponta que alimentos ricos em fibras, frutas e gorduras boas reduzem o risco de vários tipos de câncer, enquanto carnes processadas e ultraprocessados têm associação com maior incidência da doença.
O sono adequado, por sua vez, é essencial para a regulação hormonal, a defesa imunológica e a prevenção de distúrbios que podem evoluir para quadros cancerígenos.
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