Darley Felipe, influenciador preso por divulgar jogos ilegais, é transferido para Salvador

O influenciador digital Darley Felipe, de 29 anos, preso por crimes relacionados à divulgação de jogos de azar ilegais, foi transferido para o Centro de Observação Penal, em Salvador, nesta terça-feira (1º/4). A operação que resultou na prisão do influenciador ocorreu em 20 de março, em Feira de Santana.
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Darley foi um dos alvos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Ceará, que apura a atuação de influenciadores digitais em esquemas de estelionato, lavagem de dinheiro e promoção de plataformas de jogos ilegais, como o “jogo do tigrinho”. O inquérito foi concluído no último sábado (29), e todos os investigados foram indiciados por organização criminosa.
A defesa de Darley Felipe foi procurada para comentar a prisão, mas não retornou até a última atualização desta reportagem. O influenciador permanecerá detido em Salvador enquanto aguarda a decisão da Justiça, que determinará se ele responderá ao processo em liberdade ou continuará preso.
Investigação
A investigação começou após uma vítima em Juazeiro do Norte (CE) denunciar prejuízos ao utilizar uma das plataformas promovidas pelos influenciadores.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Ceará e resultou na prisão de seis suspeitos em quatro estados: Ceará, Bahia, Minas Gerais e Maranhão.
Darley Felipe foi encontrado na casa dele, no bairro Papagaio. Inicialmente, o influenciador foi levado para o Complexo Policial do Sobradinho, em Feira de Santana, onde prestou depoimento.
A defesa do influenciador entrou com um pedido de liberdade, alegando que ele não teve acesso completo ao processo.
Nas redes sociais, onde acumula mais de 170 mil seguidores, Darley ostentava uma vida de luxo. Ele se apresentava como enfermeiro e criador de conteúdo sobre viagens e estilo de vida. Neste ano, o influenciador publicou fotos em camarotes do Carnaval de Salvador, em um cruzeiro em Búzios (RJ) e em Maragogi (AL), além de registros em destinos internacionais como Emirados Árabes Unidos, França e Itália.
Segundo o delegado Giovani Moraes, que está à frente investigação do caso, a prisão de Darley Felipe foi pedida porque ele foi um dos responsáveis por indicar uma das principais suspeitas de Juazeiro do Norte.
O delegado disse ainda que a apuração apontou que o lucro divulgado por Darley e os outros suspeitos nas redes sociais é um comissionamento que os influenciadores recebiam baseado nas perdas das vítimas.
Ainda segundo o delegado responsável pelo caso, os influenciadores utilizavam contas “demo”, programadas para exibir apenas vitórias, criando a falsa ilusão de que os apostadores poderiam lucrar facilmente. No entanto, a longo prazo, os jogadores sempre sairão perdendo.
“O usuário deposita, perde no jogo e o influenciador acaba sendo remunerado com uma parcela desse valor”, explicou o delegado.
Era com o dinheiro que os influenciadores recebiam do grupo chinês que eles ostentavam a vida de luxo nas redes sociais.
“E essa ostentação é de diversas maneiras. São viagens para o exterior, viagens para o Brasil, para destinos turísticos, frequentando restaurantes caros. É uma vida que a população média não tem acesso. E é uma forma também de iludir os seguidores, que ele vê naquele influenciador digital um sucesso”, detalhou o delegado.