Bolsonaro classifica denúncia da PGR como “narrativa” e se declara com “consciência tranquila”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com ironia e desdém à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e outros 33 envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Em sua primeira manifestação pública após a denúncia, Bolsonaro afirmou que o conteúdo da acusação é uma “narrativa” e que está com a “consciência tranquila”. Ele disse que, ao contrário de alguns em Brasília, não tem obsessão pelo poder, mas paixão pelo Brasil.
Adquira sua Honda Biz 125 na Moto Clube de Conceição do Jacuípe com condições facilitadas de pagamento
As declarações ocorreram durante um evento para filiados do PL, onde o ex-presidente comentou sobre a denúncia da PGR, que o apontou como líder de uma organização criminosa, acusando-o de tentar abolir o Estado Democrático de Direito e realizar um golpe de Estado. O documento da procuradoria também inclui crimes como dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, com penas que podem ultrapassar 40 anos.
Bolsonaro desdenhou das acusações, zombando das conclusões da PGR e fazendo referência à sua viagem aos Estados Unidos após deixar o cargo. “Eu estava lá [nos Estados Unidos] com o Pato Donald e o Mickey e tentei dar o golpe no dia 8 de janeiro aqui”, ironizou.
O ex-presidente também fez uma provocação sobre sua possível prisão, dizendo: “Caguei para prisão!”, em meio a gritos de apoio de seus aliados. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se aceitará a denúncia, e, caso seja aceita, Bolsonaro se tornará réu, podendo ser processado e preso.
Em seu discurso, Bolsonaro se posicionou como pré-candidato à presidência em 2026, apesar de sua inelegibilidade até 2030, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a condenações. Mesmo com a inelegibilidade, ele apelou a seus correligionários para garantir uma forte bancada no Congresso, afirmando que, com o apoio certo, poderia mudar o destino do Brasil.
Além disso, o ex-presidente reiterou sua prioridade de aprovar um projeto no Congresso para conceder anistia a vândalos condenados pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, algo que tem gerado controvérsia entre opositores e parlamentares.
A denúncia da PGR será agora analisada pelo STF, que decidirá o futuro jurídico de Bolsonaro.