Mulher de 54 anos morre após realizar cirurgias plásticas em clínica de estética

Uma corretora de imóveis de 54 anos morreu na madrugada desta terça-feira (18/2) em uma clínica de estética no bairro de Ondina, Salvador, após sofrer uma parada cardíaca.
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Veruska Rendall passou por três cirurgias plásticas no abdômen, mama e nádegas. Os procedimentos começaram às 9h de segunda-feira (17) e terminaram à meia-noite desta terça.
Apenas o marido sabia sobre as cirurgias. A irmã da vítima, Soraya Rendall, afirmou que a família não foi informada a pedido da própria Veruska.
Após a complicação, uma médica de plantão prestou atendimento e acionou o Samu. A clínica possuía equipamentos de ressuscitação, mas não contava com UTI.
“O médico fez a cirurgia naturalmente e foi embora. Ele mesmo disse lá que não tinha um outro médico na clínica. Poderia ter um enfermeiro ou alguma coisa, mas a gente não sabe se no momento desse, essa pessoa estava capacitada para fazer uma reanimação”, disse a irmã de Veruska, Soraya Rendall.
Ela criticou a decisão dos médicos de realizar três procedimentos seguidos. Segundo Soraya, Veruska fez exames antes da cirurgia e não tinha problemas de saúde.
“Os riscos eram grandes. Ela estava muito animada para fazer a cirurgia, a família não sabia, mas o marido sabia e evidentemente deu a maior força. Quando ela botava uma coisa na cabeça, não tinha quem tirasse”.
Soraya Rendall acredita que os médicos teriam que convencer a paciente a não fazer os três procedimentos de uma vez só. Ela acrescentou que Veruska fez todos os exames antes das cirurgias e não apresentou problemas de saúde.
“Cabia aos médicos não permitir que fizesse todas as cirurgias de vez, não a paciente. A paciente quer fazer tudo, ficar bonita. Era para falar: ‘Olha, Veruska, vamos fazer parte agora, outra em seis meses, e não fazer uma cirurgia tão longa”.
Conforme o delegado Nilton Borba, titular da 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), a causa da morte de Veruska só será definida após análise dos laudos periciais. O médico responsável será ouvido.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informOU que, até o início da tarde desta terça, não recebeu denúncia sobre o caso. A autarquia federal orientou que, caso a família entenda que houve indícios de infração ética por parte do atendimento médico, realize uma denúncia para a apuração dos fatos.