Estudante diz ter sido agredido com pontapés e socos por nove seguranças da Uefs

Um estudante do segundo semestre de biologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) afirma que foi agredido com pontapés e socos por nove seguranças da instituição. A situação aconteceu após o aluno pular o muro do campus, para usar a internet do local, com o intuito de chamar um transporte por aplicativo.
Segundo a Polícia Civil, o estudante relatou que, na manhã de sábado (12/11), saiu de uma festa no Conjunto Feira 6, ao lado da Uefs, e tentou entrar no campus da faculdade para usar a internet para pedir um transporte por aplicativo.
O aluno contou que chegou no portão lateral da Uefs e contou a situação para os seguranças. Na ocasião, informou o nome completo, disse que era estudante da instituição e deu o número da matrícula, mas foi impedido de entrar no local.
O estudante afirmou que os seguranças disseram que apenas estudantes residentes poderiam entrar na instituição naquele horário. Foi após a negativa que ele tentou pular o muro do campus, para não ficar na rua.
O estudante disse ter sido imobilizado por um dos seguranças e outros oito o agrediram com os pontapés e socos. O aluno disse também que ouviu termos pejorativos e de cunho homofóbico.
O estudante registrou boletim de ocorrência na Delegacia Territorial (DT) de Feira de Santana e realizou exames de corpo de delito. Existe a previsão de que ele seja ouvido pela Ouvidoria da Uefs na manhã desta quarta-feira (16).
Em nota, a Uefs informou que repudia o ato de violência e que cabe a instituição iniciar os trâmites de apuração na esfera administrativa.
“Seja quais forem as condutas inadequadas ou crimes apontados após os devidos processos de investigação, não há o que se falar de impunidade, nem nada do gênero”, afirmou a instituição em nota.
O reitor da universidade, Evandro Nascimento, também se pronunciou sobre o caso. Ele disse que o estudante foi acolhido através do núcleo de atenção psicopedagógica e orientado para tomar as medidas cabíveis, no aspecto jurídico e criminal.
“Temos interesse em apurar de forma rápida esse caso, por isso estamos constituindo uma comissão de sindicância para apurar o fato. Indentificadas as responsabilidades, vamos proceder às medidas cabíveis dentro dos mecanismos legais que temos na instituição”, afirmou.
“Como a universidade, que é um espaço de promoção de direitos e desenvolvimento das pessoas, não cabem atitudes racistas, homofóbicas ou qualquer tipo de agressão”, complementou o reitor.
Na manhã desta quarta-feira (16), estudantes protestaram por segurança na frente do gabinete do reitor Evandro do Nascimento.

 

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